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Em fase de aprovação pelo Instituto Ambiental Paranaense, os experimentos da empresa Fertilizante Minorgan é uma alternativa que atrai a atenção até de cidades vizinhas
Entre os materiais utilizados na construção civil o gesso é o menos reaproveitável. O motivo está nas poucas pesquisas que não chegam a alternativas.
A dificuldade de reutilização do material é tanta que, em Maringá, nem mesmo as pedreiras querem receber o produto. Para amenizar o problema, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) recomenda que os restos de gesso sejam depositados no aterro industrial.
Essa situação, porém, vai acabar em breve, já que a empresa Fertilizante Minorgan, de Mandaguari, desenvolve há dois anos experimentos para a adição de gesso fundido no insumo orgânico.
O engenheiro agrônomo e responsável técnico da empresa, Márcio Henrique Salvalagio, explica que para reaproveitar o material foram realizadas várias análises químicas. “Moemos, incineramos e verificamos que o gesso tem cálcio e enxofre, componentes essenciais para a agricultura”, diz.
Os estudos também mostraram que as substâncias do resíduo não são contaminantes, mas devem ser dosadas em 5% na quantidade total de insumo.
“Nessa medida, além de melhorar a textura do produto final, o gesso atua no controle do PH do solo, tornando-o menos ácido”, comenta. Salvalagio esclarece ainda que excluem o uso do gesso acartonado porque este tem papel na composição, o que dificulta o incineramento.
Com a alternativa, a expectativa da empresa é que seja possível absorver toda a produção de resíduo de gesso fundido de Maringá. Para se ter ideia, a Minorgan produz duas mil toneladas de material orgânico por mês. A partir desse montante podem ser reaproveitadas em torno de 100 toneladas/mês do gesso.
A novidade, contudo, tem levado muitas empresas da região e inclusive de cidades vizinhas, como Londrina, a procurar a empresa. “Com toda essa demanda começa a ficar difícil calcular o volume de gesso que será gerado e se vamos comportar”, declara.
O estudo já foi aprovado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) e agora aguarda a liberação do IAP para ser colocado em prática.
“É uma alternativa interessante e a intenção é liberá-la porque os resultados de nossas análises têm sido positivos”, declara o chefe-regional do IAP, Paulino Mexia. A pesquisa ainda deve passar por algum trâmites antes de ser aprovada.
Na opinião do engenheiro civil da construtora Cidade Verde, Luís Augusto Galli, a iniciativa é uma ótima opção, já que o setor de construção gera muito entulho de gesso em Maringá. Segundo ele, certamente a construtora em que trabalha destinaria o resíduo para a empresa.
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