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Alguns donos preferem alimentar seus gatos e cães com "alimento para pessoas" pela mesma razão porque gostam de dar guloseimas: como uma prova de afeto e carinho. Acreditam que por acrescentarem restos de comida e outros alimentos à dieta, o animal desfruta muito mais. Alguns alimentos para pessoas são inadequadas para os animais domésticos e não deveriam ser utilizados, mas outros são prejudiciais apenas se constituírem a maior parte da dieta do animal.
A quantidade de restos de comida acrescentada à dieta do animal deve ser rigorosamente limitada. As necessidades nutricionais dos cães e gatos não são as mesmas das pessoas, ainda que estas últimas tenham uma dieta nutritiva e equilibrada. Além disso, a maioria das pessoas que tem animais escolhem apenas alguns restos da comida, tais como gorduras e carnes, e desprezam as verduras e os cereais. O tecido muscular resultante unicamente de carne e aves não constitui uma nutrição completa para os animais domésticos. Ambos os alimentos são ricos em proteínas, mas deficientes em cálcio, fósforo, sódio, ferro, cobre, iodo e diversas vitaminas.
É verdade que, na vida selvagem, os antepassados dos cães e gatos sobreviviam à base de carne recém-abatida. No entanto, esquece-se que, no estado selvagem, os animais consumiam a presa inteiramente, incluindo ossos, vísceras e o conteúdo intestinal.
No fim, os restos de comida dados aos animais podem ser muito saborosos, mas, normalmente, não favorecem uma nutrição equilibrada. Por isso, quando se alimenta o animal com restos de comida, estes não devem ultrapassar 5 a 10% da ingestão calórica diária total.
Fonte: "Nutrição canina e felina - manual para profissionais" (Case, Care, Hirakawa)
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