Seu bichinho ouve bem? | Imprimir |
Mundo PET
Escrito por Thiago Augusto V. A. Pereira   
Ter, 21 de Outubro de 2008 10:03

 

Seu bichinho ouve bem?

 

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Embora o olfato seja o mais avançado dos sentidos caninos, os cãezinhos também confiam em outro supersensível: a audição. Enquanto os humanos escutam uma freqüência de até 20 mil Hz, cachorros chegam aos 30 mil Hz. Contudo, isso não impede que eles sofram com problemas iguais aos humanos, como a otite e a perda de audição pela idade.

Uma doença fácil de prevenir e tratar, mas que pode ter consequências sérias, a otite é uma inflamação no duto auditivo. “Ela é bastante comum, normalmente causada por fungos ou bactérias, mas que, quando não tratada, pode se tornar crônica e levar a complicações, como meningite e perda total da audição”, afirma o médico veterinário Leonardo Napoli, da Clínica Pet House.

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Para identificar a inflamação, que pode ser externa ou interna, basta ficar de olho no comportamento do seu bicho: se ele está mais agressivo, coça com freqüência as orelhas e não permite ser acariciado na região próxima ao ouvido, é possível que ele esteja com otite. Outros sintomas que podem ser observados são vermelhidão, presença de secreção na área da orelha e mau odor.

Existem raças caninas mais predispostas a sofrer com a inflamação, especialmente as de orelhas peludas e caídas, como o cocker spaniel, lhasa apso e poodle. A anatomia das orelhas ajuda a formar um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias, especialmente no verão, quando se cria um ambiente quente, úmido e fechado no canal auditivo dos cães. Por este mesmo motivo, infecções como a otite são menos presentes em gatos, não só porque estes tomam menos banho do que os cachorros, mas também porque suas orelhas levantadas mantém o canal auditivo seco e sempre arejado.

Prevenção

Prevenir a otite pode ser feito com atos simples, como proteger os ouvidos durante o banho para que não entre água no canal auditivo e realizando uma limpeza externa regular, ambos com algodão seco. Já no caso da limpeza auditiva interna, Napoli adverte que não deve ser feita com tanta freqüência, pois acaba mudando a flora interna do ouvido, o que facilita a infecção. É melhor que esta limpeza seja feita por um veterinário, quando for necessária.

Uma vez diagnosticada a otite, é necessário que seja feito um exame de cultura e antibiograma para identificar qual a bactéria ou fungo específico que causa a infecção. Só quando ela for determinada é que se pode iniciar o tratamento. O veterinário Marcos Gomes Bernardino, da Clínica Wistuba, alerta para a automedicação, já que “com o uso indiscriminado de remédios a bactéria pode acabar se tornando resistente ao tratamento. Em alguns casos, as repetidas infecções aumentam o tecido no ouvido e exigem intervenção cirúrgica para expor novamente o duto auditivo do animal.”

Outros problemas

As inflamações como as otites não são os únicos problemas auditivos enfrentados por cães e gatos. Muitas vezes o avanço da idade faz com que gradualmente percam a audição parcialmente ou em apenas um dos ouvidos. O médico veterinário Gomes é dono de Luma, uma cocker americana que aos 9 anos foi diagnosticada com um tumor no pavilhão auditivo, seguido por infecção e que acabou por perder completamente a audição. “Muitos cães conseguem viver bem sem ouvir direito, pois acabam desenvolvendo mais os outros sentidos, como o olfato.”

 
Dicas

 

Se o seu bicho toma banho e faz tosa em pet shops, confira:

- Se a limpeza externa do ouvido é feita com algodão seco.

- Preste atenção no comportamento do animal, ele pode estar indicando algum problema.

- Consulte um médico veterinário para fazer a limpeza interna do canal auditivo e o tratamento de inflamações.

 
Atenção

 

Alguns comportamentos podem indicar otite, fique de olho se seu cão:

- Coça demais as orelhas com as patas ou esfrega a cabeça no chão.

- Chacoalha a cabeça.

- Não deixa que pessoas toquem a área próxima à orelha.

- Tem secreção no conduto auditivo.

- Apresenta mau odor, vermelhidão e inchaço na área das orelhas.

 

Fonte; Portal RPC

 

 
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