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A construção do contorno de Mandaguari deve provocar alterações nas ruas e avenidas que hoje são utilizadas como rodovia, porque muitas empresas "que vivem" da estrada deverão mudar-se ou implantar filiais às margens do desvio, como postos de combustíveis, borracharias, lojas de autopeças, oficinas e até restaurantes. Tanto que proprietários das áreas rurais onde passará a estrada já recebem propostas para vender terrenos para a implantação de empresas.
O prefeito Cyllêneo Pessoa Pereira Júnior, o Cileninho (PP), disse que essas mudanças são inevitáveis, "acontecem em todas as cidades onde são construídos anéis viários e é normal que o comércio destinado ao atendimento de veículos se adapte à nova realidade".
"A gente precisa aceitar aquilo que é bom para a cidade, mas isso vai nos custar caro", disse o proprietário de um posto de combustíveis, que prefere não ser identificado. Ele ainda não conseguiu terreno para construir novo posto no desvio da BR-376 e diz que "como meu posto vive dos veículos que passam pela cidade, se eu não mudar acabarei falindo".
O proprietário de uma farmácia e uma loja de conveniência lembrou que as farmácias naquele trecho são as únicas à beira da rodovia desde Presidente Prudente até Ponta Grossa, desde Campo Grande até Ponta Grossa.
Todos os carros que vêm da região de Paranavaí, de Campo Mourão, Maringá, passam diante da farmácia e da loja dele. "Aqui há facilidade para estacionar e há outros comércios voltados ao atendimento da estrada", afirma, acrescentando que a freguesia dele aumenta durante as temporadas de praia.
"Muita gente que vai para o litoral para em busca de bronzeador, filtro solar, sandálias, fraldas. Temos vários artigos específicos para este tipo de viajante", ressalta.
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