Câmara de vereadores terá de rediscutir aumento de quatro cadeiras em Marialva | Imprimir |
Política / Economia
Escrito por Gazeta do Povo   
Sex, 19 de Agosto de 2011 09:03

Os vereadores de Marialva vão discutir, ainda neste mês, a possível revogação no aumento de quatro cadeiras no legislativo local. Os parlamentares votaram em março deste ano sem nenhuma oposição o aumento de nove para 13 vereadores. Depois de quatro meses, entidades de Marialva pressionam os vereadores a rediscutir o aumento, já que a população não participou das sessões.

“A Câmara não consultou a população e agora as pessoas querem que os vereadores rediscutam o projeto. Queremos que os parlamentares rediscutam o assunto com a sociedade. Marialva não precisa de mais vereadores e o aumento tem que ser discutido com a população”, explica o advogado Gilberto Monarim, um dos representantes do Observatório Social de Marialva, que ainda está em processo de implantação.

Outra preocupação das entidades é com o aumento nos gastos do legislativo local. “A estrutura da Câmara não comporta 13 parlamentares. O município terá que gastar para aumentar a estrutura do prédio. Confiamos no bom senso dos vereadores e temos certeza que eles vão repensar esse aumento que não tem necessidade”, acrescenta Marcelo Ricardo Leonel, do Observatório Social de Marialva.

Além do Observatório, outras entidades como o Rotary Clube de Marialva, Associação Comercial de Marialva e Igreja Católica participam da mobilização, que pede a atenção dos vereadores para revogar o aumento.

Os vereadores aceitaram o pedido das entidades e vão rediscutir o aumento. Os parlamentares alegam que o tema não foi discutido com a sociedade porque na época não havia polêmica nas cidades da região em relação ao aumento.

“Depois que começou a polêmica em torno desse assunto é que questionaram a gente. Mas as pessoas não vão à Câmara para acompanhar as sessões. Vamos rediscutir o assunto ainda neste mês porque não queremos a sociedade contra a Câmara. Esperamos que as pessoas compareçam às sessões”, disse o vice-presidente da Câmara de Marialva, Carlos Alberto Ramos (PR).

 

 
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