Maringá tem o melhor índice de desenvolvimento do interior do Paraná | Imprimir |
Paraná
Escrito por Gazeta Maringá   
Seg, 07 de Novembro de 2011 15:53

Maringá apresenta o melhor índice de desenvolvimento do interior do Paraná. Foi o que apontou o estudo divulgado no último final de semana pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com índice de 2009, a cidade obteve 0,8726 pontos, ficando atrás apenas da capital Curitiba, com 0,8731.

O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade. O desempenho maringaense colocou a cidade com o 37º melhor resultado do País. O índice medido anualmente mostra que, mesmo com a crise econômica mundial ocorrida no período, Maringá teve um crescimento de 1,7% em relação ao índice de 2008.

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um estudo anual do Sistema Firjan que acompanha o desenvolvimento de todos os 5.564 municípios brasileiros em três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.

Maringá registrou um alto desenvolvimento em dois dos três setores pesquisados. Na Educação passou de 0,8277 para 0,8661. O melhor resultado, porém, foi obtido na Saúde, passando de 0,924 para 0,9235. No entanto, o setor de Emprego & Renda caiu de 0,8308 para 0,8262.

Paraná teve queda de 1,7%

Ao contrário de Maringá, o índice do Paraná recuou 1,7%, por conta da queda na produção industrial e pela redução do ritmo de concentrações, a terceira maior queda do País. Apesar da retração, o Paraná continua com o segundo melhor índice de desenvolvimento do país, com nota 0,8226, atrás apenas de São Paulo.

Para o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, o fato de o Paraná possuir como dois grandes propulsores econômicos os setores de agronegócio e das indústrias automobilísticas foi fundamental para o recuo no índice do Firjan. “Esses dois setores foram os mais afetados pela crise. Houve, naquele período, uma queda das commodities agrícolas, derrubando os preços dos produtos. Já a indústria automobilística, que apresenta sempre um bom desempenho, também sofreu redução drástica com a crise”, ressalta.

O doutor em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), Alivínio de Almeida, que leciona na Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que a crise não foi o único fator a provocar a queda de emprego e renda no Índice Firjan.

Outro motivo, segundo ele, foi a própria política econômica do governo federal. “O governo, na tentativa de controlar a inflação, ataca as margens da economia, com elevação de juros, atingindo diretamente as indústrias, por exemplo. Somando com a crise, a situação ficou ainda mais complicada”, explica. Em 2008, a crise se fortaleceu no Brasil porque o Banco Central subiu os juros no fim do ano, o que atrasou a recuperação econômica do País.

 

 

 
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