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O austríaco Josef Fritzl, acusado de ter mantido a filha Elisabeth Fritzl presa no porão de sua casa por 24 anos, e de tê-la estuprado repetidas vezes, se declarou culpado de todas as acusações nesta quarta-feira (18), terceiro dia de seu julgamento em Sankt Pölten, na Áustria.
Fritzl, de 73 anos, é acusado de assassinato, coerção, prática de escravidão, incesto, estupro e cárcere privado. No início do julgamento, o réu havia se declarado inocente das acusações de assassinato e prática de escravidão.
O assassinato prevê pena máxima de prisão perpétua. Pelos outros crimes, Fritzl poderia ser condenado a até 20 anos de prisão.
No início da sessão desta quarta-feira, Fritzl mudou sua declaração. Ele começou dizendo à juíza: "Sinto muito".
Ele teria decidido assumir a culpa por todos os crimes depois de assistir ao depoimento de Elisabeth - gravado em vídeo e exibido no tribunal no dia anterior - em que ela descreveu os anos de abusos.
Elisabeth também teria estado presente na corte, segundo declarou à BBC a jornalista Regina Poell, do jornal austríaco Die Presse, que está acompanhando o caso. Poell acredita que a presença de Elisabeth teria aumentado a pressão sobre o pai.
Elisabeth deu à luz sete filhos durante o período em que viveu trancada no porão de sua casa. Três das crianças viveram com ela, no porão, outros três filhos foram criados por Josef Fritzl e sua mulher, dentro de casa. O sétimo filho morreu pouco depois de nascer, com problemas respiratórios.
A acusação de assassinato se referia à morte deste filho, a quem Fritzl teria negado ajuda médica, segundo Elisabeth.
O caso veio à tona em abril do ano passado, quando uma das filhas de Elisabeth ficou profundamente doente e teve que ser levada para um hospital.
Elisabeth e os filhos que moravam no porão foram libertados na ocasião, e Josef Fritzl foi preso pouco depois.
Fonte: BBC Brasil
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