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As seis agências da Caixa Econômica Federal e as 37 agências da rede privada em Maringá estão em greve. A paralisação foi aprovada na noite de ontem, durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários de Maringá e Região. Os funcionários do Banco do Brasil não aderiram ao movimento.
A greve é por tempo indeterminado e também atinge capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. A decisão foi tomada em assembleias que rejeitaram a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 4,29%, que somente repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto. A categoria reivindica aumento de 11%, além melhoria na participação dos lucros.
De acordo com o sindicato, a paralisação deverá atingir diretamente os clientes da Caixa - nenhuma das agências deverá abrir hoje. Já o fechamento dos bancos privados dependerá das ações do sindicato.
Apenas 19 representantes da rede privada compareceram à votação e foram unânimes pela adesão à greve. A maioria dos cerca de cem funcionários da Caixa optou pela greve - não foi necessária contagem, devido ao contraste dos votos. Entre os funcionários do Banco do Brasil, a votação foi aperta, 53 a 49. O banco possui 13 agências na cidade.
O presidente do sindicato, Claudecir de Souza, diz que já na manhã de hoje sindicalistas estarão em frente às agências da rede privada incentivando a adesão à greve. "Infelizmente, os companheiros do Banco do Brasil não aderiram, mas estaremos nas portas dos bancos (privados)", diz.
O objetivo da paralisação é só liberar os saques nos caixas eletrônicos da Caixa e da rede privada - sem permitir que as máquinas sejam recarregadas.
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